sábado, 28 de janeiro de 2012

Reverse Graffiti: Arte socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente responsável

Paul Curtis A.K.A. Moose: pioneiro do Reverse Graffiti
 Uma volta pelas megalópoles do mundo e uma análise da arte de rua podem mostrar diversas faces de um movimento. Talvez nenhum deles seja tão polêmico quanto as pixações paulistanas. Enquanto a tipografia única e característica dos rabiscos da pauliceia desvairada atrai gringos ligados à cultura urbana, em terras tupiniquins, os "pixos" e as tags de giz podem até ser vistos como um ato de vandalismo para os mais conservadores, mas carregam consigo a voz de jovens que, de um modo ou de outro, ecoam suas vozes numa sociedade em que pessoas são reduzidas a números.
As intervenções urbanas no Brasil, quando não autorizadas pelo poder público, podem ser enquadradas como prática de crime ambiental. Incoerência e ironia: no país onde a institucionalização do desmatamento está muito próxima com a pressão para a aprovação do Novo Código Florestal, um grafiteiro que expressa sua arte em um muro pode estar comentendo um crime contra o meio ambiente. É importante ressaltar que o artigo 65 da Lei nº. 12.408, que teve sua publicação em 25 de maio de 2011, afirma que grafitar só não é crime se existir autorização do proprietário no local no qual a arte foi feita. E mais: se o graffiti em questão "sujar" a cidade, o artista responderá na esfera penal.
Controvérsias à parte: você já pensou que a sujeira resultante do caos da vida nas cidades pode ser a matéria-prima para uma nova modalidade de intervenção urbana? Não, não, eu não estou falando de nenhuma instalação artística ou monumento feito a partir de reciclagem ou reaproveitamento de materiais. Trata-se de uma prática ainda mais impensada e, diria, temerária que tem se espalhado pelo mundo. Essa arte tem nome: reverse graffiti. A ideia é limpar aquele encardido dos muros e formar, a partir daí, o desenho ou a mensagem que se quer transmitir. Sem tintas prejudiciais ao meio ambiente, sem custos, sem riscos de ver o sol nascer quadrado.
Uma boa alternativa ao higienismo em São Paulo, do qual nem mesmo os muros têm escapado, quanto mais a sociedade...
O designer e artista plástico Alexandre Orion elaborou, durante uma madrugada de 2006 na capital paulista, um painel no túnel Max Feffer. Enquanto fazia o graffiti, Orion foi parado pela polícia, que nada pôde fazer. Mas a repressão foi além. O trabalho intitulado "Ossário" só pode ser conferido nesse vídeo, pois foi prontamente apagado com uma lavagem providenciada pela prefeitura. Confira:

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Carnadobe": Biomutirão gratuito em Louveira (SP)

Para mais detalhes, escreva para: marcela.moelk@gmail.com.
Visite também o blog dos organizadores: Casa que te quero verde

Contra a supremacia do controle: assine a petição e diga NÃO AO ACTA!

2012 começa com projetos "grandiosos" de censura na rede mundial de computadores. Depois do SOPA e o PIPA, a liberdade na autovia da informação pode ser cerceada pelo Acordo Comercial Antipirataria (ACTA), que está sendo analisado nesse momento pelo parlamento europeu. Entretanto, esse último é de uma alçada ainda maior. Por se tratar de um acordo comercial, o ACTA pode legislar sobre patentes de alimentos, remédios e vários bens de consumo. Funcionaria como uma lei mundial de proteção autoral passível de aplicação nos mais diversos setores. É uma ameaça às liberdades individuais, à soberania alimentar e à informação livre!

Veja um resumo sobre a atuação legal do ACTA:

Para entender como esse acordo atuará nas restrições à internet, assista ao vídeo:

Assine já a petição contra o ACTA no Avaaz!

"Vale" eleita a pior empresa do mundo


A mineradora "Vale" foi a vencedora do prêmio "Public Eye Awards". A votação foi disputada e,  nos últimos dias, a principal concorrente da empresa brasileira foi a Tepco, responsável pelo acidente atômico em Fukushima, no Japão.
O anúncio oficial aconteceu hoje,em Davos, na Suíça, onde é realizado o Fórum Econômico Mundial. O título é importante, pois ajuda a divulgar, em escala global, a improdutividade social e as práticas ambientalmente nefastas da "Vale".
Quer saber os motivos pelos quais a "Vale" faz jus a esse título? Então, é só clicar aqui!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

UMAPAZ abre inscrições para "Grupo Experimental de Diálogo"

Com o intuito de estimular a prática do diálogo e desenvolver reflexões em equipe, a Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (UMAPAZ) está com matrículas abertas para o "Grupo Experimental de Diálogo". Os encontros são gratuitos e acontecerão quinzenalmente. A mediação ficará por conta da professora Márcia Amélia Moura, integrante do corpo docente da universidade. A formação do grupo integra o projeto intitulado “A Prática do Diálogo para o Fortalecimento das Redes de Convivência”. O único pré-requisito para participar é comparecer na "Oficina da Introdução ao Diálogo" a ser realizada em duas etapas (nas tardes dos dias 9 e 14 de fevereiro). Outro curso, workshop ou atividade afim sobre o tema poderão ser substitutivos ao pré-requisito.
Para saber mais e realizar sua inscrição, acesse o blog da UMAPAZ clicando aqui!
Obs.: O prazo para se inscrever vai até o dia 02 de fevereiro.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Verdejar" promove mutirão agroecológico no Rio de Janeiro

Clique na imagem para ampliar

Aquecedor solar de baixo custo é tema de curso em BH

Para ver a imagem ampliada, clique aqui!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Da abstração à ação: "Guia Moderno de Ativismo Social"

Assine a petição da "Avaaz" pela liberdade na Internet

O Congresso estadunidense avalia o projeto da Lei de Combate à Pirataria Online, mais conhecido como SOPA (Stop Online Piracy Act). A medida ainda não tem previsão para ser votada. Porém, gera polêmica pelo fato de restringir a liberdade na internet. A ideia é punir usuários de conteúdos considerados "piratas" com prisão de até cinco anos. Além disso, a lei permitiria bloqueio de páginas nas quais fossem publicados links considerados ilegais. No centro da polêmica está também o ato para proteção da propriedade intelectual, o PIPA (Protect IP Act), que deve ser votado pelo Senado no próximo dia 24.
Na prática, um simples pedido dos Estados Unidos com base nessas leis serviria para fechar sites hospedados em qualquer lugar do planeta. A favor do PIPA e do SOPA, estão as grandes gravadoras e estúdios de Hollywood. Contra, os principais sites da internet, como o Facebook, Google, Wikipedia e Yahoo.
A rede global de mobilização "Avaaz" lançou uma petição contra o SOPA e o PIPA. Para assinar, clique aqui! Divulgue! A liberdade na internet está em jogo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Parquescola Ecoetrix promove Biomutirão

Para mais detalhes sobre o Parquescola, visite o blog Ecoetrix!

Desenvolvimentismo etnocêntrico X ecocentrismo: uma questão para além da Amazônia Brasileira


Progresso. Algumas definições segundo o dicionário Michaelis: "Marcha ou movimento para diante; Melhoramento gradual das condições econômicas e culturais da humanidade, de uma nação ou comunidade; Transformação gradual que vai do bom para o melhor". Embora geralmente associado ao desenvolvimento econômico, o progresso tem também conotações subjetivas. A incapacidade de compreender a forma de outra cultura enxergar certas circunstâncias, entre elas o progresso, resulta no etnocentrismo, definido pelo doutor em antropologia Everardo Rocha como "uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é a existência."
Na ocasião do Achamento do Brasil, ancoraram em terras brasileiras os portugueses, crentes de que trariam  a esses solos o "progresso". Entrou em curso um processo de aculturação e dizimação dos povos nativos. Catequização e genocídio de indígenas caracterizaram a violência a que eles foram submetidos para "desenvolver" o Brasil colonial.  Já no século passado, sobretudo durante o regime militar, o neocolonialismo ficou evidente com o avanço do latifúndio sobre as terras indígenas, respaldado pelo Estado. E esses não foram fatos isolados na história brasileira. Tudo em nome do tal do desenvolvimento.
Atualmente, as intervenções estatais e  megaconstruções na região amazônica, segundo o governo, visam desenvolver aquela área. Todavia, essa é uma visão etnocentrada, que não considera os pontos de vista dos povos tradicionais.
A instalação da Usina de Belo Monte é o exemplo mais conhecido. Entre embates jurídicos e tentativas de barrá-la, a construção segue. Segundo o governo, o intuito é garantir a soberania energética e promover o desenvolvimento da região. Vários protestos surgiram contra a construção. O mais conhecido do grande público, intitulado "Movimento Gota D'Água" foi encabeçado pelo ator Sérgio Marone e promovido por muitos outros globais e gerou reações apaixonadas, impensadas e a ira de alguns setores dentro da militância do partido governista. Embora a proposta do movimento tenha sido boa, a forma como a campanha foi conduzida ganhou ares sensacionalistas, em detrimento da divulgação de informações mais profundas sobre o tema.
Nesse contexto, iniciou-se um levante pró-Belo Monte por parte de alguns grupos acadêmicos de universidades públicas (sobre isso, vale a pena ler "Belo Monte: a batalha dos vídeos", excelente análise publicada no Correio da Cidadania). O debate entre militantes da situação e oposição se intensificou. Alguns filiados ao partido do governo chegaram a afirmar que o "Gota D'Água" foi uma manobra da rede Globo para entravar o combate à pobreza na região amazônica. Porém, ainda que a Globo seja conhecida por suas práticas criminosas, moldar as discussões sobre Belo Monte em embates políticos só agravou as dificuldades de chegar a um consenso cujo objetivo seja a proteção do patrimônio social, cultural e ambiental da região.
A Amazônia não é apenas uma das regiões mais biodiversas do mundo. É, também, sociodiversa, com populações ribeirinhas e cerca de 180 povos indígenas. O etnocentrismo incutido no modelo desenvolvimentista em curso no Brasil desconsidera essa sociodiversidade. A relação entre não-índios e a terra é baseada na propriedade, no capital e, em geral, desvinculada de valores ancestrais. Com os indígenas,   pelo contrário, a relação é muito mais consciente, fundamentada no saber comunitário, no respeito à mãe natureza: há uma relação emocional. Se, por um lado, para não-índios o progresso pode significar o crescimento econômico, de outro, para os povos indígenas, essa noção de desenvolvimento parece estar muito mais atrelada ao crescimento interior e fortalecimento comunitário dentro de seus valores culturais. Por consequência, é imperiosa a transição entre o paradigma desenvolvimentista (violentamente imposto) por uma abordagem mais respeitosa aos direitos humanos (e não humanos também): uma abordagem ecocêntrica, focada nos valores da natureza e no ser humano como mero integrante de um ECOssistema. Superar o etnocentrismo exige que superemos também o antropocentrismo. Já não há espaço para o determinismo que situa o homem como condicionante do universo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Feira Cultural"Árvore dos Desejos" oferece atividades gratuitas em SP

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Repressão ao movimento antitouradas na Espanha

A associação antiespecista espanhola "Equanimal" teve seis de seus ativistas levados à justiça em decorrência de uma ação antitourada realizada há cerca de dois anos. Na ocasião, os manifestantes invadiram a maior praça de touros da Espanha e segunda maior do mundo, a Las Ventas,  em protesto à barbárie a que são submetidos os animais nesses espetáculos que banalizam a crueldade. Os ativistas poderão ter que pagar 18 mil euros como sanção ao protesto (3 mil para cada um). Mas, segundo informações do portal Terra em espanhol, a organização entrou com recurso para barrar a cobrança. A "Equanimal", em sua página no facebook, considerou a cobrança uma estratégia usada para intimidar a luta abolicionista no país. Assista ao  vídeo da manifestação:

Salto al ruedo en la plaza de Las Ventas from Equanimal on Vimeo.


Para quem ainda considera que as touradas devem ser preservadas porque são uma tradição, segue a excelente campanha produzida pelo grupo de ativismo português "Acção Animal":

sábado, 14 de janeiro de 2012

Curso gratuito de Bioconstrução em São Thomé das Letras (MG)

Para informações e contato, clique aqui!

A Vale concorre ao "prêmio" de pior empresa do mundo: VOTE JÁ!

A Vale, transnacional brasileira que compõe o maior conglomerado de exploração de minério férreo no mundo, ocupa um dos seis indesejados lugares no ranking das piores empresas do planeta e foi classificada para a fase final do "Public Eye Awards". A principal atividade da empresa, é, por si só, danosa ao meio ambiente. Entretanto, a Vale carrega também outros títulos que afrontam o respeito à natureza e aos direitos humanos: a organização é a empresa privada que possui mais ações que financiam a construção da famigerada hidrelétrica de Belo Monte, com investimento acionário de 9% no Consórcio da usina.  Além disso, a Vale também promove "reflorestamentos" com monocultura de eucalipto transgênico. E essas são apenas algumas de suas muitas más práticas de rotina.
O Movimento Xingu Vivo lançou uma campanha para esclarecer os motivos pelos quais a Vale deve ganhar o título de pior empresa do mundo. O site é composto por diversos documentos e investigações sobre os impactos sócio-ambientais, culturais, trabalhistas e econômicos decorrentes das atividades da Vale.  Para visitar, é só clicar aqui
Não se esqueça de votar na página do "prêmio" e divulgar, pois uma instituição de tanta amplitude e que promove injustiças sócio-ambientais e uma série de atrocidades merece esse título!



O agronegócio e a antiética da Veja

A revista Veja dá mais uma aula de mau jornalismo. Especializada nessa prática, a publicação do último dia 4 dedicou 5 páginas para defender o uso de venenos no campo. A matéria intitulada "A verdade sobre os agrotóxicos", amplamente repercutida entre ruralistas, tem o claro objetivo de desqualificar o cultivo de orgânicos e tenta, por meio de especialistas notadamente ligados ao agronegócio, convencer os leitores sobre a "segurança" do uso de agrotóxicos. Por isso, a  associação "AS-PTA - Agricultura Familiar e Agroecologia"  divulgou em seu boletim um excelente artigo que desmistifica os argumentos usados pela Veja. Para conferir o texto na íntegra, clique aqui!
A estrita relação entre a revista semanal mais lida no país e os interesses das transnacionais do agribusiness não é novidade. Vale relembrar a abordagem do tema "Transgênicos", que mudou de acordo com os interesses do mercado. Em “Sementes que valem bilhões” (1998), a revista associa a transgenia ao desenvolvimento agrícola e a uma saída para a fome no mundo. Dois anos depois, na seção “Ciência”, a Veja publicou “O transgênico já é parte da sua vida”, reportagem na qual os OGMs são citados como uma revolução na produção de alimentos. No final de 2004, a reportagem especial “A solução chamada transgênicos” destaca supostos benefícios dos OGMs para o meio ambiente.
Já em 2009, foi publicada a reportagem “E os lucros secaram...”, que trata da queda dos rendimentos da soja transgênica em relação ao grão natural. Somente alguns anos depois das sucessivas investidas pró-OGMs, a Veja alertou para dois problemas com a transgenia: “O primeiro deles é a disseminação de ervas daninhas resistentes ao glifosato. Elas reduzem a produtividade da lavoura, porque concorrem com a soja na busca de nutrientes e luz solar.” Já a segunda questão aparece carregada de escárnio: “Os europeus recusam a soja transgênica e outras sementes geneticamente modificadas por mera superstição. Acham que alimentos produzidos a partir deles podem fazer mal à saúde, embora nenhuma pesquisa científica, até o momento, tenha comprovado essa crendice.” 

Por fim, o que se nota nas publicações da Veja é a subserviência mercadológica. São sucessivas tentativas de barrar o crescente movimento agroecológico e quaisquer circunstâncias que possam servir de entrave à manutenção e expansão do agronegócio. O Artigo 2º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, inciso II, dispõe que: “a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”. Quando, por exemplo, o editor escolhe uma pauta, a neutralidade se esvai. A imparcialidade é uma utopia. Porém, isso não significa que o jornalismo, na sua função quase sacerdotal, possa assumir a defesa de interesses privados. O jornalista deve fazer da ética a sua pauta. Já dizia Cláudio Abramo, “Um jornalista não tem ética própria, isto é um mito. A ética do jornalista é a ética do cidadão”. 


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"Marcha Xingu Vivo" percorre o país para dizer NÃO À BELO MONTE


Lutar pela causa ecológica e resistir ao ambientalismo de mercado é quase uma peregrinação. Demanda persistência, informação e uma dose de idealismo. Movida por um ideal, segue a "Marcha Xingu Vivo". O intuito é percorrer o país em protesto à construção da usina hidrelétrica Belo Monte. A caminhada começou no último dia primeiro no acampamento do "Movimento #Ocupa POA" em Porto Alegre (RS) e segue rumo à Altamira (PA), na região do Xingu, local em que os ativistas devem acampar a partir de 25 de fevereiro. Embora Belo Monte tenha se tornado emblemática  na luta pela preservação amazônica, a interrupção de suas obras não é o único clamor. A manifestação reivindica:

- Preservação Permanente do rio Xingu;
- Preservação Permanente da Bacia Hidrográfica Amazônica;
- Preservação Permanente da Floresta Amazônica;
- Preservação Permanente de Todos os Parques e Reservas Ambientais do Terra;
- Proteção e Paz aos Povos Tradicionais da Terra;
- Poderes Horizontais para todos os Povos da Humanidade. 

Durante a jornada pelas principais cidades tupiniquins, haverá a permanência nos acampamentos do "#Ocupa Brasil". A marcha aceita doações de alimentos, equipamentos de camping entre outros itens a serem entregues nos acampamentos. Existe a opção de contribuir através da conta no Banco do Brasil: Agência: 3252-2, conta Corrente: 18063-7, Titular CPF: 023.986.740-88. A organização prestará contas sobre o uso do dinheiro pela internet. 

Para conhecer o trajeto, descobrir como ajudar e ter mais informações, acesse o blog da Marcha Xingu Vivo.
Por justiça social e ambiental: DIGA NÃO AO DESENVOLVIMENTISMO! 



sábado, 7 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Você conhece a "Carta do Mundo Livre"?

A "borboleta da urtiga"
é o símbolo da Carta do Mundo Livre.
Representa a liberdade,
a simplicidade,
a maturidade e a fragilidade. 
Sob o ´titulo "mundo livre" podem se encaixar muitos rótulos, anseios, aspirações. Um mundo livre de opressão, um mundo livre de violência. Livre de classes. Livre de ganância. Livre de dinheiro, por que não? Parece absurdo? Pois é justamente a supressão do dinheiro o desejo dos signatários da "Carta do Mundo Livre". A ideia parte de dez princípios para estabelecer "uma nova sociedade mundial baseada na justiça, senso comum e sobrevivência". São eles:


1. A maior preocupação da humanidade é o bem comum conjunto de todos os seres vivos e biosfera.
2. A vida é preciosa em todas as suas formas, e livre de se desenvolver no bem comum conjunto.
3. Os recursos naturais da Terra são, à nascença, um direito de todos os seus habitantes, e livres para partilhar no bem comum conjunto.
4. Todo o ser humano é uma parte igual de uma comunidade mundial de humanos, e um cidadão livre da Terra.
5. A nossa comunidade é fundada no espírito de cooperação e no entendimento da Natureza, proporcionados pela educação básica.
6. A nossa comunidade proporciona a todos os seus membros as necessidades para uma vida saudável, plena e sustentável, livremente e sem obrigações.
7. A nossa comunidade respeita os limites da Natureza e dos seus recursos, assegurando o consumo e desperdício mínimos.
8.  nossa comunidade encontra soluções e promove o progresso principalmente através da aplicação da lógica e do melhor conhecimento disponível.
9. A nossa comunidade reconhece o seu dever de protecção e compaixão para com membros impossibilitados de contribuir.
10. A nossa comunidade reconhece a sua responsabilidade em manter uma biosfera diversa e sustentável de que toda a vida futura possa desfrutar. 

Para obter mais informações e se juntar a pessoas de mais de 150 países que já assinaram o documento, acesse:  Carta do Mundo Livre (Free World Charter) 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Curso gratuito sobre as ciências da terra na UMAPAZ

Acontece, entre os dias  09 e 13 deste mês o curso "Reconectando com a Natureza" em São Paulo (SP). As aulas introdutórias sobre Ecologia, Agronomia e Geologia serão realizadas na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz. No conteúdo, haverá também lições práticas, dentre elas o passo a passo para a criação de uma horta urbana. Para conhecer a programação completa e realizar sua inscrição, clique aqui!

Quando?
De 09 a 13 de janeiro de 2012

Onde?
Umapaz – Av. Quarto Centenário, 1268 – Portão 7-a – Parque Ibirapuera